A Permacultura

A permacultura é um sistema de desenho ambiental fundado em éticas e princípios que podem ser usados para estabelecer, desenhar, coordenar e melhorar todos os esforços feitos por indivíduos, lugares e comunidades que trabalham para um futuro sustentável.

HISTÓRICO DA PERMACULTURA………………………………………………………………….
Origina-se no início da Década de 70 – Situação de Crise Ambiental Planetária
Ecossistemas se degradam violentamente

Influência da Teoria Gaia (James Looverlock) e Teoria dos Sistemas (Ludwig von Bertalanffy) e dados mundiais sobre poluição planetária

Criadores do Conceito são 2 Australianos Ecologistas Naturalistas

Bill Mollison – professor de psicologia ambiental

David Holmgren – seu aluno

Em reposta ao sistema industrial e práticas agrícolas poluidoras e degradantes da terra começam a viajar pelo mundo reunindo conhecimentos ancestrais, habilidades, sabedorias aborígines junto com informações das ciências modernas.

1972 – Bill Mollison revoltado com a estupidez da universidade e da ciência e cansado de não encontrar resultados práticos e eficazes nos métodos da academia se demiti e retira-se para o mato constrói um celeiro e uma casa e começa a plantar.

1978 – criam juntos o primeiro manifesto de Permacultura – O Livro Permacultura Um – agricultura perene para assentamentos humanos

1979 – Bill Mollison criou o Permacultura Dois – Design pratico para cidades e para o campo em agricultura permanente.

1988 – Bill Mollison Manual de Design

1992 – Bill Mollison visita o Brasil – pela primeira vez e da o 1º Curso de Design em Permacultura – PDC

– Neste curso formam-se os primeiros permacultores brasileiros:

– Com a missão de divulgá-la e criar os Institutos de Permacultura no Brasil

IPEC, IPA IPAB, IPRS, IPEP, IPEMA, IPCP, IPOEMA, OPA

2000 – Mollison ganhou o prêmio “Nobel Alternativo” a afamada medalha VAVILOV da academia Soviética de Ciências e recentemente foi declarado o Ecologista do Século na Austrália

2002 – David lançou o livro : Princípios e Caminhos Além da Sustentabilidade

2007 – Ocorre em São Paulo à primeira Conferência Internacional de Permacultura – IPC8 do Brasil.

2007 – Após IPC8, vendo a falta de união dos permacultores em atividades práticas, amigos se reunem e formam o Coletivo Permacultores com finalidade de conectar pessoas para práticas permaculturais

2007 – David visita o Brasil e dá diversos cursos em Princípios Avançados de Permacultura. (Brasília, Florianópolis, São Paulo e Bahia)

2008 – Hoje a permacultura está espalhada em mais de 140 países.

CONCEITOS DE PERMACULTURA…………………………………………………………………

Agricultura Pemanente

1 – Agricultura Permanente

2 – Filosofia biocêntrica – planeta como organismo

3 – Cultura Permanente do Meio Ambiente

4 – Sistema de Design Ecológico

5 – Sistema de Desenho que conecta

6 – Metodologia para criação de comunidades sustentáveis

7 – Filosofia de vida por assumir responsabilidades

8 – Movimento Social Mundial para a sustentabilidade – sustentar com habilidade

 

Permacultura é a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável

A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis. RICIARDI, Ju. 2008

O QUE É PERMACULTURA?


Permacultura é um conceito prático que pode ser aplicado tanto na cidade como no campo e em áreas de vida silvestre. Seus princípios estimulam a criação de ambientes equilibradamente produtivos, ricos em alimentos, energia, abrigos e outras necessidades materiais e não materiais, o que inclui infra-estrutura social e econômica. O conceito foi desenvolvido nos anos 70 por Bill Mollison e David Holmgren tendo sido incluído nos currículos escolares desde 1981 O termo Permacultura originou-se da fusão de dois conceitos, “agricultura e permanente”. Inicialmente a Permacultura dedicou esforços no planejamento de ecossistemas agrícolas produtivos no sentido de permitir estabilidade, diversidade e flexibilidade aos mesmos à semelhança dos ecossistemas naturais. Pouco a pouco o conceito foi sendo ampliado e aplicado a todos os ramos da atividade humana bem como à construção de uma sociedade planetária alternativa.

O planejamento em Permacultura é desenvolvido através da cuidadosa observação dos padrões naturais e das características de cada lugar em particular, o que permite uma gradual implementação de métodos ótimos para integrar instalações humanas com os sistemas naturais de produção de energia como florestas, plantas comestíveis, aqüicultura, animais silvestres e domésticos, dentre outros.

A Permacultura promove o aproveitamento de todos os recursos (energias) utilizando a maior quantidade possível de funções em cada uma dos elementos de uma dada paisagem, com seus múltiplos usos no tempo e no espaço. O excesso ou descarte produzidos por plantas, animais e atividades humanas são criteriosamente utilizados para beneficiarem outros elementos do sistema.

As plantações (roçado, jardim, pomar, floresta) são cultivadas de modo que haja um perfeito aproveitamento da água e do sol. São utilizadas associações particulares de árvores, perenes e não-perenes arbustos e ervas rasteiras que se nutrem e se protegem mutuamente. São construídas pequenas lagoas e outros elementos para melhor aproveitamento da grande diversidade de atividade biológica em interação nos ecossistemas. O desenvolvimento do planejamento requer flexibilidade e uma seqüência apropriada para que possam introduzir mudanças à medida que a experiência e a observação o indicarem. Criar um ambiente apropriado à Permacultura é um processo longo e gradual, mas também podem ser utilizadas técnicas de aceleração. A Permacultura adota técnicas e princípios da Ecologia, tecnologias apropriadas, agricultura sustentável associadas à sabedoria de anciões, indígenas e populações tradicionais, mas, está baseada principalmente na observação direta da natureza do lugar. Desde 1981 centenas de pessoas tem participado de oficinas, seminários e cursos de planejamento em Permacultura. Uma rede mundial de solidariedade tem permitido uma melhor compreensão dos padrões da natureza e gerado modelos para uma vida sustentável para os assentamento humanos que inclua máxima produtividade com mínimo desperdício.

Os fundamentos éticos da Permacultura repousam sobre o cuidar do Planeta Terra, fortalecendo sua capacidade de manutenção de todas as formas de vida, atuais e futuras. Isto inclui a possibilidade humana de acesso a recursos e provisões sem desperdícios ou acúmulos além de suas necessidades. Observando a regra geral da natureza na qual espécies cooperativas e associação de espécies produzem comunidades saudáveis, os participantes da Permacultura reforçam a cooperação e valorizam a contribuição única de cada pessoa na comunidade.

A concepção política da Permacultura é crescente desde o surgimento da consciência de uma eminente crise ecológica gerando a visão de um futuro próximo onde pessoas e comunidades tentam libertar-se de um sistema decadente, usando as terras no entorno de suas casas para prover suas necessidades básicas. Os ativistas permacultores geram espaços de máxima produtividade e de mínimo desperdício. Trabalham para assentar bases para o surgimento gradual de cooperativas, comunidades ou vilas auto-suficientes como modelos para uma sociedade planetária alternativa. Quanto mais produtivas as áreas dos assentamentos humanos, mais factível será a proteção das florestas e outras áreas silvestres tão necessárias à saúde do Planeta Terra.

PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA

I – PRINCÍPIOS ÉTICOS

Cuidar da Terra

Significa cuidar de todas as coisas, vivas e não vivas: solos, espécies e suas variedades, atmosfera, florestas, microhabitats, animais e águas. Isto implica na realização de atividades inofensivas e reabilitadoras, conservação ativa e uso ético e moderado de seus recursos. Todas as ações que forem tomadas devem ser de tal maneira que os ecossistemas permaneçam substancialmente intactos e capazes de funcionar saudavelmente.

Gaia, a Terra, é um sistema complexo, interdependente e em processo de evolução. Gaia está fora de nosso entendimento completo. Nossa única alternativa é tratá-la com respeito e admiração.

Cuidar das pessoas

Estimula a ajuda mútua entre as pessoas e a comunidade. As necessidades básicas de alimento, abrigo, educação, trabalho satisfatório, contato humano e convivência são levadas em conta. O cuidado com as pessoas é importante, já que apesar de ser uma pequena parte dos sistemas totais de vida. Para prover nossas necessidades básicas não necessitamos executar práticas destrutivas em grande escala contra a terra.

Distribuição eqüitativa dos recursos

Precisamos dispor de tempo, dinheiro e energia excedentes para alcançarmos os objetivos necessários aos cuidado com as pessoas e com a terra. Depois de haver cuidado de nossas necessidades básicas e planejado nossos sistemas, buscando usar o melhor de nossas habilidades, podemos estender nossas influências e energias para ajudar outras pessoas a entenderem este enfoque.

Para considerar a distribuição eqüitativa dos recursos urge um limite nas necessidades, na população e no consumo, que terão de atender dois conceitos importantes, a Capacidade de Carga e o Caminho Ecológico.

II – PRINCÍPIOS DE AÇÃO

Funções Múltiplas

Esta idéia consiste em assegurar que o que está incluído em um sistema tenha o maior número de funções possíveis Isto simplesmente aumenta a eficiência. Por exemplo, construindo um depósito em um jardim para armazenar ferramentas, pode-se usar o seu teto para captação de água que irá para um tanque de armazenamento ou poderia servir de sustentação para plantas trepadeiras. Poderia servir como barreira de separação para diferentes partes do jardim e poderia esconder uma vista desagradável, entre outras funções.

Plantando-se árvores de sombras grandes, poderíamos escolher árvores como o Jacarandá ou o Angelim, essências florestais muito úteis mais leguminosas como o Ingá, árvore que tem vagens comestíveis.

Diversidade

A estabilidade dinâmica dos ecossistemas é a baseada na diversidade de espécies e nas múltiplas interações existentes. Nossos planejamentos devem tratar de incorporar e construir a mais ampla variedade e diversidade possíveis. Grandes áreas de monocultivo são facilmente invadidas por pragas e ervas indesejáveis. Em um cultivo ou jardim com o maior número possível de espécies, nem as pragas, nem as ervas indesejáveis têm a oportunidade de criar um estado desbalanceado suficiente para causar danos.

Use variedades de plantas e espécies para criar uma rica rede de interações e uma eclética mistura de associações entre todos os elementos do desenho.

Reciclagem de Energia

A energia que provêm do SOL e seu fluxo através dos ecossistemas é a base da vida em nosso PLANETA, segundo os princípios da Ecologia. Os organismos que mantém sua porção desta energia por maior tempo possível e que usam essa energia de forma mais eficiente são os que provavelmente irão sobreviver e prosperar.

Em termos de desenho, isto quer dizer que necessitamos criar ciclos de energia eficientes, densos e efetivos dentro de cada parte do sistema e em todas as partes possíveis.

Um bom exemplo de reciclagem de energia é a COMPOSTAGEM. A energia presente dentro dos desperdícios alimentícios, pastos podados e outros restos orgânicos, com a ajuda de bactérias e fungos podem ser outra vez convertidos em nutrientes que as plantas poderão reutilizar para produzir novos alimentos.

Padrões Naturais

Com um pouco de atenção, a observação de nossos sistemas naturais revelará padrões e planos complexos. Você não encontrará linhas retas ou quadros perfeitos. Use os padrões da natureza como inspiração em seus trabalhos de desenho. Quando se fazem planos para uma propriedade, estamos impondo padrões sobre a paisagem. Trate de assegurar-se que os padrões que você seleciona sejam tão belos e funcionais como os que a natureza usa. Muitas idéias da Permacultura tem sido inspiradas em tais observações.

Localização Relativa

Cada árvore, cada planta, cada estrutura tenderá para uma área onde será especialmente benéfica. Plantar uma árvore de abacate em um lugar que está úmido e molhado provavelmente matará a árvore (as raízes apodrecem). Igualmente, não tem sentido plantar, como sistema de quebra-vento, uma planta quebradiça como, por exemplo, Acacia decurrens.

Este princípio requer que pensemos nas necessidades de cada elemento (botânica, horticultura, no caso das plantas) também que pensemos nas interações que vão se suceder por causa da colocação deles. Por exemplo: é uma boa idéia plantar próximo de um tanque ou represa as árvores com alta necessidade de água (como bambus, nogueiras, entre outras).

Recursos Biológicos

A natureza é muito eficiente e tem desenvolvido métodos para manejar quase todas as funções. Sempre que seja possível, devemos usar sistemas naturais para fazer o trabalho. Por exemplo, podemos comprar materiais químicos feitos por seres humanos para combater problemas de pragas, ou podemos planejar nosso sistema com patos e/ou galinhas permitindo-lhes que andem na horta (controlando sua permanência) e permitindo-lhes que comam os insetos e pragas em vez de fumigar com pesticidas. Mesmo porque algumas pragas podem desenvolver imunidade rapidamente contra os mais modernos e caros pesticidas, mas nenhuma praga pode desenvolver imunidade contra o ser comida por uma galinha.

Podemos escavar a terra para fazer um cultivo de hortaliça em um jardim, ou podemos alimentar a terra e assegurar que tenhamos uma grande população de minhocas as quais farão o trabalho de arear a terra e o fazem melhor que uma enxada ou pá (é mais fácil para os músculos das costas, e para a coluna).

Planejando com os Declives

Devemos tirar vantagem da situação, como usar pendentes ou diferenças de altura, para fazer fluir a água e outros fluídos como ar frio para baixo. Colocando um grupo de tanques de armazenagem sobre o teto da casa, poderemos regar a horta sem ter que comprar uma bomba. Sabendo que a água quente sobe, podemos construir um sistema de água quente que usa esta termodifusão, em vez de usar outra bomba.

Uso das Bordas

Em Ecologia se constata que as bordas(limites) entre diferentes ecossistemas sempre são mais produtivas do que cada ecossistema o é individualmente, posto que a área de borda pode manter espécies de dois ou mais ecossistemas como também espécies únicas em uma área de borda que represente a mescla dos ecossistemas vizinhos. Uma linha sinuosa (para quebra-vento, por exemplo) é mais larga que uma linha reta ainda que conectem os mesmos pontos – têm mais borda e esta linha pode ser plantada com mais espécies úteis – e em si é mais efetiva como quebra-vento. Existem vários estilos de bordas. Deve-se usá-las o máximo possível. O desenho de tanque em formato de roda cria uma boa borda água/jardim.

Zonas

O conceito de zonas trata do manejo(economia) de energia. Coloque mais próximo do centro de atividades as coisas que requerem muita atenção(energia) especialmente na forma de atividade humana. No geral isto quer dizer, próximo da residência.

Um jardim de cultivo de verduras e ervas como acelga para cortar freqüentemente (que se visita na média de duas vezes ao dia) deve estar mais perto possível da porta ou área atrás da casa ou próximo da cozinha. Uma área de árvores cultivadas para uso da lenha pode estar localizada mais longe da casa.

Em muitos livros de permacultura, este conceito de Zonas se divide com designações de: Zona 1 – O jardim de cultivo e hortaliças, localizada perto da casa. Zona 2 – Horto, galinheiro, medianament.e dist.ant.e da casa. Zona 5 – Área de bosques silvestres ou de cultivo, bosque natural, área de caça e outros recursos, mais distanciada da casa.

O ponto importante aqui é que há vários níveis de intensidade no uso de energia no manejo do ambiente.

Múltiplos Elementos

Elementos múltiplos são como uma espécies de apólice de seguro. Se trata de pensar sobre as funções e serviços que se quer e encontrar todas as maneiras possíveis para realizá-las. Por exemplo, a água é sumamente importante para qualquer atividade humana, assim é que sua captação deve ser de grande prioridade.

A função de captação de água pode realizar-se com sistemas estabelecidos no teto da casa (tanques de captação) que através de canos de descida chegam a seu destino ou por um sistema de Swales (escavações sobre as curvas de nível topográfico). Para extrair água da terra ela é bombeada de poços e/ou de rios. O tratamento de águas negras também é uma forma de colher(economizar) água.

Uma represa pode ser multifuncional porque pode conter peixes, pode conter plantas de ambiente aquático, pode ser usada como sitio de relaxamento e diversão, e também pode servir de proteção contra incêndios (por exemplo, se a represa é colocada no setor de incêndios sobre a principal direção de ventos intensos e secos).

A represa pode ter um entre outros tantos elementos. Assim pode ser usada também na proteção contra incêndios – outros elementos para controlar incêndios podem ser montículos de terra, uma área de pastagem totalmente usada, uma estrada ampla, ou um plantio denso de vegetação resistente ao fogo, entre outros.

Setores

Este trata do conceito diz respeito à energia que flui através de um sistema. Este fluxo ocorre geralmente a partir de direções específicas. São estas direções que definem os setores. A cobertura dos construções devem levar em consideração estes dados. Por exemplo, em quase todas as áreas, a chuva normalmente vem com o vento de uma dada direção, deste modo as instalações voltadas para esta direção recebem chuva com mais freqüência. Nos Andes (Peru e Chile), muita chuva cai até o mar desde as montanhas, mesmo que do outro lado a terra recebe muito menos chuva.

Uma estrada de muita atividade ao lado de uma propriedade pode criar um setor caracterizado pelo trafego, ruído e contaminação por causa dos carros. Montículos de terra, bordas de terra e plantio densos colocados nos limites desta direção ajudam a reduzir o impacto negativo.

Sucessão Natural

Os Sistemas Naturais constantemente estão em evolução e desenvolvimento até à maturação. Em nossos desenhos necessitamos planejar para o futuro para permitir que esta expansão natural ocorra. Isto pode se levar a cabo simplesmente na maneira de plantar uma árvore frutífera para permitir espaço onde possa se desenvolver e crescer até ser uma árvore grande. Uma mangueira, por exemplo, pode tornar-se uma árvore grande, porém é muito pequena quando inicialmente plantada. No princípio a árvore se encontra muito sozinha, rodeada por muito espaço, porem através dos anos, ela utilizará esse mesmo espaço ao madurar como árvore frondosa e frutífera.

A tendência dos sistemas em evoluir através da seqüência ervas, pioneiras e clímax pode ser explorada de outra maneira. Primeiro, podemos incluir plantas úteis em cada nível. Em vez de permitir que uma área seja coberta por ervas invasoras, geralmente de folhas grandes, podemos deliberadamente plantar ervas úteis ou fixadoras de nitrogênio como plantas de cobertura. Pioneiras podem ser plantas como a banana, o mamão, entre outras. Finalmente, o estrato clímax pode ser constituído por árvores de grande porte e frutíferas, ou ótimas para o aproveitamento da madeira, ou uma leguminosas também de grande porte como o jacarandá.

Também podemos ajudar o processo no sistema. Isto quer dizer que se plantam espécimes úteis para cada nível de sucessão, porem se plantam juntas, ao mesmo tempo. Plantando-as ao mesmo tempo, eceleramos o processo, reduzindo assim o tempo. Deste modo podemos plantar ao mesmo tempo, as plantas de cobertura (ervas), mamão (pioneiras) e manga (clímax). As plantas de cobertura se estabelecem rapidamente em seguida os mamões começam sua produção e, um pouco mais tarde termos a sombra das árvores de manga, entre outras, plenamente desenvolvidas.

Os sistemas naturais também têm diferentes níveis dentro do Clímax. Umas poucas leguminosas de vida curta, muitas arvores produtivas de estratos médios e altos, plantas de baixa altura que podem tolerar sombra, umas plantas de cobertura que apresentem ramadas e produzem sombra. Ao combinar plantas, estamos tratando de criar grupos – combinações de vegetais que funcionam juntos. Estasassociações muitas vezes incluem uma árvore ou arbusto grande – uma leguminosa trepadeira (feijão etc.) e uma camada de cobertura sobre a terra (ervas ou verduras de poucos cuidados como pepino e cebolinha).

18 comentários sobre “A Permacultura

  1. Olá, sou estudante de biologia e gostaria de saber se vcs estão abertos a estágio ou coisas do tipo, estou muito interessado em permacultura e todos os assuntos envolvidos!!abraçoo

  2. Olá Pessoal,
    Sou engª agronôma e paisagista e tenho me interessado muito em jardins sustentáveis. Infelizmente, tenho tido muita dificuldade em encontrar material didático que associa as técnicas de permacultura que possam ser aplicadas em meus projetos paisagísticos. Estou desenvolvendo um levantamento bibliográfico sobre alelopatia de plantas ornamentais para buscar a sustentabilidade de jardins residenciais imitando ecossitemas naturais. Será que poderiam me ajudar disponibilizando informações e artigos a respeito?
    Adorei o site, um grande abraço fraterno!
    Janna

  3. A universidade estadual de santa cruz em Ilheus sul da BA, tambem desenvolve projetos de Permacultura, sendo uma referencia na região.
    Estagio desde 2006 neste grupo, que ajudei a formar. com certeza precisamos fazer visitas e ser visitados. sejam bem-vindos!!!

    • oì breno,
      sou francesa e moro pelo momento em serra grande.
      gosteria de comhecer mais sobre a permacultura e os prejetos ao redor daqui. J=a visitei a floresta viva e falei com eles dessa tecnica que n;ao usam ainda, voce conhece com certeza mais coisa, como posso encontrar esse grupo`
      obrigada até mais,
      am

    • Olá à todos e todas!
      Volto aqui mais uma vez para salientar que aqui em Ilhéus Sul da Bahia, desenvolvemos a Permacultura. Atualmente temos um grupo de permacultura, um núcelo de Permacultura e alguns projetos de permacultura.

      Qualquer coisa é só entrar em contato:
      brenoacampos@ig.com.br

      Desejo à vcs um lindo dia!

      Abraços permaculturais

  4. O termo Permacultura eu não conhecia, mas os assuntos que este termo se refere são conhecidos meus. Sou professsor e interesso-me muito pelo assunto.

  5. Oi sou de Manaus e faço faculdade de turismo, sabia que existia esse metodo de sustentabilidade, mas não que era conhcido como permacultura e que surgiu a algum tempo, aqui onde moro através da faculdade conheci o IPA que é um lugar mega interessante e que não sabia que existia com uma estrutura fascinate, olhando o site de vocês foi uma complementacao de informacoes e é importante para pessoas que não sabiam dessa existencia. Parabéns!!!

  6. ola, gostaria de saber como podemos obter um plano de permacultura economico e ambiental ao mesmo tempo e implanta-lo viavelmente na região de Rondonia.
    Grata, Jerusvanda
    tecnica em agropecuaria.

  7. Fiquei surpreso com que vi nesta apresentação.
    Tenho a absoluta convicção de que o Programa Ecometrópole que está sendo desenvolvido em Londrina e região hidrográfica, se encaixa perfeitamente aos pressupostos da permacultura.
    Não deixem de acessar !!
    http://www.ecometropole.org
    Juntos podemos contribuir para uma gestão compartilhada e sustentável do território da região metropolitana de Londrina e que sirva de modelo a ser desenvolvido em todas as comunidades brasileiras.

  8. Olá pessoal, sou estudante de turismo e estou tendo o prazer de estagiar no Instituto de Permacultura da Amazônia (IPA), onde eu estou apredendo de tudo, como fazer compostagem, projetos de permacultura, entre outros, assim aumentando meus conhecimentos na área e satisfação profissional e pessoal. Agradeço pelos mestres que tenho nesta área que me ensinaram tudo que eu sei hoje…. JOÃO SOARES, JORGE, FELIPE, RODRIGO entre outros!!!

  9. Olá! Gostaria de saber se existe alguma outra técnica, sem ser a catação manual, para retirar os matinhos que ficam entre as lajotas de calçadas e ruas. Trabalho em um Hotel e preciso de uma solução eficiente, pois o pessoal daqui diz que a catação dá muito trabalho e eles não vencem, acabando por usar herbicidas químicos.
    Parabéns pelo lindo trabalho! Obrigada!

  10. BOA TARDE!
    GOSTARIA DE ME INSCREVER NESSE GRUPO P/ RECEBER NOTÍCIAS SOBRE CURSOS, LIVROS, NOVIDADES EM GERAL. DESDE JÁ. OBRIGADA..

  11. Hi, i am an english man preparing to live in brazil and i would like to learn about the different ways of doing peramculture in brazi. thank you. alfie.

  12. muito bacana essa iniciativa de estar publicano sobre esses assuntos pouco abordado mas que devia ser mais.
    pois
    eles me ajudam bastante por eu estudar em uma escola técnica, mas essas escolas publica deviam abordar mais sobre esses temas da agroecologia.

  13. ola,o meu denilce sou estudante de sociologia e eu queria saber se vcs nao tem um historico de permacultura.

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