O que Dizem os Voluntários In PDC

Ju,Tete, Dani, Fil e Gui.

PermaColetivo, como vai?

Sobre os dias que passei com vocês, já contei mil coisas a tantas pessoas, que agora só está faltando contar ao Coletivo o que eu achei do  Coletivo, rssrs.

Tenho um amigo que usa uma imagem para descrever a si próprio que, apesar de cômica, é bem realista. Se não coubesse tão bem a ele eu tomaria (na verdade tomo) emprestada para me descrever também – uma pessoa que está SEMPRE caindo, escorregando,tropeçando,babando, derrubando ou esbarrando em alguma coisa. Hehehehe, este é o retrato da primeira voluntária que apareceu na história do Coletivo.  Felizmente isso não impediu que eu aproveitasse muito bem a vivência com o Permacoletivo. Pelo contrário, tive a riquíssima e única oportunidade de conhecer e acompanhar pessoas que reinventaram formas de viver, produzir e se relacionar, vocês não têm idéia do valor inestimável que isso teve para mim.

O pouco tempo que passei em Bragança me deu uma dimensão muito clara, e assustadora, do quanto eu já havia absorvido a filosofia perversa da individualização, da burocratização, do convencional, do senso comum, da hierarquia, do “cada um por si”.

Conforme os dias foram passando a deliciosa não-rotina do permacoletivo, aliada à amorosa paciência que todos tiveram com minhas limitações de yuppie, me desintoxicou de tanto cartesianismo e acabou transformando tudo era novo para mim – de dividir o dormitório e ajudar no preparo da comida a tocar a terra e manejar esterco – em íntimas e desejadas formulações de convivência/ atividade.

Outro fator que fez toda a diferença foi o momento do coletivo que eu tive a chance de acompanhar e que só acrescentou à minha compreensão da Permacultura o quanto ela é libertadora, revolucionária, humana, contínua e incompatível com o corporativismo ou o ganho imoral.

Por conta dos acontecimentos o plano de ação previsto ficou de lado, mas eu até preferi assim pois, se por um lado deixamos de fazer algumas coisas, por outro pudemos desenvolver o que o timming da situação oferecia, e eu adoro isso! (vou contar um segredo – quando ficou acertada minha ida para conhecer o Coletivo e o Ju enviou o plano de ação eu me assustei um pouco, rsrs. Tenho uma ligeira ojeriza a cronograma, horários pré-estabelecidos pra fazer as coisas e aquela tabela com hora para acordar, comer e desenvolver as atividades me fez pensar, por um instante, que iria passara os dias num pequeno regimento).

Acho que o modelo formatado da minha estadia, no espaço-tempo-contexto que havia foi muito proveitoso, pois não apenas extraí conhecimento do conteúdo teórico e das práticas desenvolvidas, mas de cada conversa informal na mesa do almoço, na Elba (que eu não fui embora sem ter passado pela honra de empurrar! hahaha) ou com as outras pessoas que se relacionaram com o Coletivo nesses dias. O valor de contribuição que dei foi irrisório diante da contrapartida do Coletivo, não só quanto ao programa, mas o aconchego das acomodações, a recepção (nem imaginam o quanto me senti feliz ao ver a casa toda na rodoviária pra me receber), a comidinha supimpa da galera e ainda aquele sorvetinho o bixo do Tico.

Como não poderia deixar de ser, a experiência com a bike foi um episódio à parte!  Hahahahahhahaha, me arranhei toda, mas foi bacana depois que passou e, lógico, contei pra todo mundo, como se tivesse realizado um grande feito.

Por falar em contar pra todo mundo, assim que o Coletivo fizer uma paradinha estratégica em algum porto, avisem e preparem-se para receber mais voluntários, dois amigos meus já se interessaram! Eu, embora ainda tenha muitas premissas a desenvolver para me lançar à Permacultura, estou sempre à disposição do Permacoletivo, como voluntária e colaboradora… precisando de uma jornalista, estou aí!

Antes de voluntariar com o Coletivo minha experiência com a Permacultura se resumia a um fim de semana num sítio em  Botucatu. De certa forma o InPDC foi um divisor de águas na minha compreensão da Permacultura (e da própria Terra! Também das interações, dos espaços físicos e simbólicos de convivência, dos processos de transformação, na noção de projeto etc), uma interiorização de fato!

Ah, também serviu para corroborar uma tese que eu havia formulado quando visitei aquele sítio lá em Botuca – a Permacultura ‘enlindece’ as pessoas, kkkkk, o Coletivo é belo por dentro e por fora. Fiquei de cara com vocês….

Besos, besos.

Ângela

Um comentário sobre “O que Dizem os Voluntários In PDC

  1. Ola,achei muito interresante,estou cursando tecnico em meio ambiente, gostaria de saber mais sobre a instituição……..

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